Esta noite sonhei que era uma agente especial! Sim, esquisito, eu sei :$
Não importa.
Era eu uma agente especial e estava com mais dois companheiros numa missão na China. A esta altura estávamos a ser perseguidos por um grupo pertencente à máfia chinesa.
Não os conseguíamos despistar até que chega a uma altura em que eu digo:
- Pessoal, é melhor nos separarmos, eles não nos encontram tão facilmente!
Assim fizemos e eu achei melhor juntar-me a um habitante local (que por acaso não era chinês), assim ele podia-me ajudar a escolher bons locais para me esconder até ser seguro sair do país.
- Vamos para aquele campo. É de noite e ele não tem iluminação nenhuma - sugeriu ele. - Se nos apressarmos, chegamos lá antes que eles passem e assim não darão por nós.
- Okay - aceitei.
No entanto, quando estava a ir para lá pensei: «Não, lá é onde nos vão procurar primeiro, porque sabem que nos estamos a tentar esconder» e ocorreu-me:
- Esquece a ideia, vamos para a cidade para nos misturarmos com a multidão. Assim vão ter mais dificuldade em nos encontrarem.
E assim foi. Fomos para a cidade e fingimos ser um casal a passear... Andávamos por aquelas ruas apinhadas de gente quando sentimos que estávamos a ser seguidos por um grupo. Eles estavam a dar muito nas vistas, via-se que não eram profissionais. Então, rezei para que não fosse nenhuma asneira, virei-me e gritei:
- Mas por que raio estão vocês a seguir-nos?!
A rapariga e os dois homens pararam, envergonhados. Ela tinha uma câmara na mão e eu tirei-lha.
- O que é isto? - perguntei. - Porque é que estava a filmar-nos?!
- Peço imensas desculpas - lamentou a rapariga. - Eu apenas estava a capturar imagens suas, porque...
- Porque..?! - insisti. - Porquê, diga lá!
- O seu lenço... É lindo, minha senhora! Desculpe incomodá-la!
- Sim, desculpe a minha irmã, mas ela estava tão maravilhada com esse lenço que começou a segui-la e nós viemos atrás dela! - desculpou-se um dos homens.
- Oh! - exclamei aliviada - Era só por causa disto...? - e tirei o lenço, mostrando-o numa das mãos.
- Sim... - afirmou cabisbaixa.
- Toma. - dei-lhe o lenço.
- O quê?! - admirou-se um dos senhores. - A senhora está a dar isso à minha filha? Assim...? Sem a conhecer?
- Claro! - disse eu com a maior das naturalidades. - É só um lenço e, se ela gosta tanto dele...
Eles agradeceram imenso e foram embora. A rapariga ia mais do que radiante!
- Esta foi por pouco - disse o rapaz que me estava a ajudar.
- Tiveste medo! - ri-me. Ele riu-se também.
Passeámos mais um pouco até que decidi que era melhor ficarmos num hotel (não o mais caro, porque esse era onde todos os "GRANDES" se juntavam), porque já era tardíssimo. No entanto, eu só tinha um cartão de crédito, que não podia usar para não me identificarem.
- Tens dinheiro que cubra uma noite num destes hóteis? - perguntei-lhe.
- Não, desculpa...
- Mas a agência depois devolve-te!
- Não tenho mesmo, a sério...
Mais um problema. Na rua, a ser perseguida e sem dinheiro. Perfeito! -.-
Até que me lembrei que tínhamos uma espiã naquele hotel da máfia. Passámos por lá e ela estava à porta. Fiz-lhe sinal e ela soube logo o que se passava. Saiu, passou por mim discretamente, deu-me um maço para a mão.
- Obrigada... - sussurrei.
Ela voltou para dentro e nós continuámos a vaguear pelas ruas, calmamente, a vermos qual o melhor hotel para pernoitarmos...
...Acordei :(:$

Gostei do texto :D
ResponderEliminarQuem és? Conheço-te?
Cumprimentos
Pensador :)
Ahh, como é callazita, tudo bem??
ResponderEliminarEu pensei em ti quando vi o nome mas preferi não arriscar... xD
Beijinho e obrigado pelos comentários*